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Calculadora de Aposentadoria e Previdência Privada

Simule sua acumulação até a aposentadoria com aportes mensais e veja a renda mensal estimada, vitalícia ou por um prazo determinado, em poder de compra de hoje.

Idade
anos
anos
Aportes
R$
R$
Rendimento e renda futura
% a.a.
anos
Resultado
Saldo estimado na aposentadoria R$ 725.232,42
Total aportado R$ 215.000,00
Rendimento total R$ 510.232,42
Anos de acumulação 35 anos
Renda vitalícia (sem esgotar o capital) R$ 3.530,11 /mês
Renda por 25 anos (esgota o capital) R$ 4.602,48 /mês
Sobre essa simulação: os valores são brutos, sem descontar o Imposto de Renda (que varia conforme o regime, PGBL ou VGBL, e a tabela escolhida) nem eventual taxa de carregamento. A rentabilidade é tratada como uma taxa real, já acima da inflação, então o resultado é mostrado em poder de compra de hoje, não em valores nominais inflados por décadas de inflação futura. Não inclui o benefício do INSS. Não é recomendação de investimento.
Evolução do saldo até a aposentadoria

Total aportado comparado ao saldo com rendimento, ano a ano.

Total aportado Saldo com rendimento

O que é previdência privada (PGBL e VGBL)

Previdência privada é uma forma de investimento de longo prazo pensada para complementar a aposentadoria, com aportes regulares que rendem juros compostos ao longo dos anos. No Brasil, os dois planos mais comuns são o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

O PGBL permite deduzir os aportes da base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual, mas só compensa para quem faz a declaração completa e contribui para o INSS ou um regime próprio de previdência. Em compensação, no resgate o IR incide sobre o valor total (aportes mais rendimento). O VGBL não permite dedução, mas no resgate o IR incide só sobre o rendimento, preservando o capital aportado da base de cálculo, o que costuma ser mais vantajoso para quem já usa a declaração simplificada ou já atingiu o limite de 12% no PGBL.

Uma diferença técnica importante em relação a fundos de investimento comuns: PGBL e VGBL não têm come-cotas, a antecipação semestral de Imposto de Renda que corrói o efeito dos juros compostos ao longo do tempo. Isso favorece quem pensa em prazos longos, como a aposentadoria.

Fórmula: como o saldo cresce e como a renda mensal é calculada

O saldo acumulado segue a lógica de juros compostos com aportes mensais, aplicada mês a mês até a idade de aposentadoria:

Saldo = Saldo anterior × (1 + i) + Aporte
i taxa de rendimento mensal, em decimal Aporte valor investido naquele mês

Com o saldo final acumulado, a renda vitalícia é a maior renda mensal que pode ser sacada indefinidamente sem reduzir o poder de compra do capital: como a taxa já é real, sacar exatamente o rendimento real do mês mantém o saldo constante em termos de poder de compra para sempre.

R = M × i
R renda mensal vitalícia M saldo acumulado na aposentadoria i taxa de rendimento mensal, em decimal

Já a renda por um prazo determinado esgota o capital ao final do período escolhido (uma anuidade), o que resulta numa renda mensal maior do que a vitalícia:

R = M × i / (1 − (1+i)⁻ⁿ)
n número de meses recebendo a renda Quanto menor o prazo escolhido, maior a renda mensal, e menor o tempo até o saldo zerar

A expectativa de vida do brasileiro, segundo o IBGE, está em 76,6 anos em média (79,9 para mulheres, 73,3 para homens), mas é uma expectativa ao nascer: quem já chega à idade da aposentadoria tende a viver, em média, mais tempo do que esse número sugere. Por isso o prazo da renda "esgota o capital" é um campo editável, não um valor fixo.

Como calcular: passo a passo

Exemplo com os valores padrão desta calculadora: início aos 30 anos, aposentadoria aos 65, R$ 5.000,00 iniciais, aportes de R$ 500,00 por mês, rentabilidade real de 6% ao ano.

  • 1Converta a taxa anual real em taxa mensal composta
    (1 + 6%)^(1/12) − 1 ≈ 0,4868% ao mês
  • 2Aplique o rendimento mês a mês, somando o aporte em cada mês
    saldo = saldo × (1 + taxa mensal) + aporte Repetido 420 vezes (35 anos), chega a um saldo de R$ 725.232,42, com R$ 215.000,00 aportados e R$ 510.232,42 de rendimento.
  • 3Calcule a renda mensal vitalícia
    R$ 725.232,42 × 0,4868% ≈ R$ 3.530,11 por mês
  • 4Ou calcule a renda mensal por um prazo determinado (25 anos)
    R$ 725.232,42 × 0,4868% / (1 − (1,004868)⁻³⁰⁰) ≈ R$ 4.602,48 por mês Essa renda é maior que a vitalícia porque o capital vai a zero exatamente ao fim dos 25 anos, em vez de durar para sempre.

Imposto de Renda na previdência privada: regressiva x progressiva

No resgate ou no início do recebimento da renda, é preciso escolher (em alguns planos, já na contratação) entre duas tabelas de Imposto de Renda. Nenhuma delas está incluída nos valores calculados acima.

Tabela regressiva: a alíquota cai quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, incentivando prazos longos:

Tempo de permanênciaAlíquota
Até 2 anos35%
De 2 a 4 anos30%
De 4 a 6 anos25%
De 6 a 8 anos20%
De 8 a 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

Tabela progressiva: a mesma tabela usada sobre salários e no carnê-leão, com isenção até uma faixa de renda e alíquotas que sobem conforme o valor sacado ou recebido por mês:

Faixa mensalAlíquota
Faixa isenta0%
Faixas intermediárias7,5% a 22,5%
Faixa mais alta27,5%

Na tabela regressiva, quem acumula por décadas até a aposentadoria (como no exemplo desta calculadora, com 35 anos de acumulação) tende a se beneficiar da menor alíquota, 10%, sobre a base tributável.

PGBL ou VGBL: qual escolher

Como regra prática: quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e contribui para o INSS ou um regime próprio tende a se beneficiar do PGBL, aportando até 12% da renda bruta tributável anual para aproveitar a dedução. Quem usa a declaração simplificada, é isento de IR ou já atingiu o limite de 12% no PGBL, tende a se beneficiar mais do VGBL, já que o imposto no resgate incide só sobre o rendimento. Não é incomum combinar os dois: PGBL até o limite de 12%, e o restante do plano de aposentadoria em VGBL.

O que essa simulação não inclui

Esta calculadora simula só a acumulação e a renda potencial de um plano de previdência privada (ou qualquer investimento equivalente com aportes mensais). Ela não inclui: o Imposto de Renda no resgate ou na renda mensal (que depende do regime e do tempo de cada aporte, explicado acima); a taxa de carregamento, cobrada por alguns planos sobre o valor aportado (na entrada, na saída ou nas duas, nunca sobre o rendimento, e cada vez mais rara nos planos modernos); a taxa de administração anual sobre o patrimônio, cobrada pela maioria dos fundos de previdência; e o benefício do INSS, que segue regras públicas próprias e não faz parte desta simulação.

Perguntas frequentes

PGBL ou VGBL: qual a diferença?

O PGBL permite deduzir os aportes na declaração do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual, mas só compensa para quem faz a declaração completa e contribui para o INSS ou regime próprio. No resgate, o IR incide sobre o valor total (aportes mais rendimento). O VGBL não permite dedução, mas no resgate o IR incide só sobre o rendimento, preservando o capital aportado da base de cálculo.

Essa calculadora já desconta o Imposto de Renda da renda mensal?

Não. Os valores mostrados são brutos, antes do Imposto de Renda. O IR na previdência privada depende do regime escolhido (progressivo ou regressivo) e de quanto tempo cada aporte ficou aplicado, o que varia de pessoa para pessoa. Consulte as tabelas de referência no conteúdo desta página.

Como funciona a tabela regressiva de Imposto de Renda?

A alíquota cai conforme o tempo de permanência do dinheiro no plano: 35% até 2 anos, 30% de 2 a 4 anos, 25% de 4 a 6 anos, 20% de 6 a 8 anos, 15% de 8 a 10 anos e 10% acima de 10 anos. É vantajosa para quem pensa em prazos longos, como a aposentadoria.

Por que a taxa de rendimento é "real" e não uma taxa de mercado comum?

Taxa real é a taxa acima da inflação. Usar uma taxa real permite mostrar o resultado em poder de compra de hoje, sem a ilusão de um número nominal gigante depois de décadas de inflação acumulada. O Tesouro IPCA+, considerado de baixo risco, paga hoje algo entre 7% e 8% de juro real ao ano, dependendo do vencimento; o valor pré-preenchido nesta calculadora é mais conservador, editável para o cenário que você considerar razoável.

Previdência privada substitui a aposentadoria do INSS?

Não necessariamente, ela é normalmente um complemento. Esta calculadora simula só a parte de acumulação privada (PGBL, VGBL ou outro investimento com aportes mensais), sem incluir o benefício do INSS, que segue regras próprias e depende do tempo de contribuição e das regras vigentes na data da aposentadoria.

O que é taxa de carregamento?

É uma taxa opcional cobrada por alguns planos de previdência sobre o valor aportado (na entrada, na saída ou nas duas), nunca sobre o rendimento. Não existe um percentual padrão, cada instituição decide se cobra e quanto. Boa parte dos planos modernos já não cobra taxa de carregamento, e essa é uma das primeiras perguntas a fazer antes de contratar um plano.