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Calculadora de Vale-Transporte

Calcule o desconto do vale-transporte no salário, limitado a 6% do salário base, e veja quanto a empresa precisa complementar.

Salário
R$
Transporte
R$
Rotina de trabalho
Resultado
Desconto no salário R$ 180,00
Custo mensal do transporte R$ 220,00
Teto de 6% do salário R$ 180,00
Complementado pela empresa R$ 40,00
Salário após o desconto R$ 2.820,00
Sobre esse cálculo: o desconto nunca ultrapassa o menor valor entre o custo real do transporte e 6% do salário base. O vale-transporte não tem natureza salarial e não entra na base de cálculo do INSS, FGTS ou Imposto de Renda. Não é aconselhamento jurídico.
Quem paga o custo do transporte

Divisão entre o desconto no salário e o valor complementado pela empresa.

Como funciona o desconto do vale-transporte

A Lei 7.418/1985 garante o vale-transporte para cobrir o deslocamento entre a residência e o trabalho, e permite que a empresa desconte do salário do trabalhador no máximo 6% do salário base. Não é um valor fixo: é sempre o menor valor entre o custo real das passagens no mês e o teto de 6%.

Quando o custo real ultrapassa os 6%, o empregador é obrigado a complementar a diferença, garantindo que o trabalhador tenha o transporte completo coberto sem pagar mais do que o teto legal.

Vale-transporte em cada modalidade de trabalho

A regra dos 6% é sempre a mesma, mas a base de dias usada pra calcular o custo real muda conforme a rotina de trabalho:

  • Presencial: desconto calculado sobre todos os dias úteis do mês, o cenário padrão.
  • Híbrido: desconto proporcional só aos dias em que há deslocamento presencial de fato, não aos dias úteis cheios.
  • Escala 12x36: desconto calculado sobre os dias efetivos da escala, geralmente 15 ou 16 por mês.
  • Home office integral: sem deslocamento presencial, geralmente não há direito ao benefício nem desconto correspondente.

Como calcular: passo a passo

Exemplo: salário de R$ 3.000, passagem de R$ 5,00, 2 passagens por dia (ida e volta), 22 dias úteis

  • 1Calcule o custo mensal do transporte
    2 passagens × 22 dias × R$ 5,00 = R$ 220,00
  • 2Calcule o teto de 6% do salário
    R$ 3.000 × 6% = R$ 180,00
  • 3O desconto é o menor entre os dois valores
    menor(R$ 220,00, R$ 180,00) = R$ 180,00 de desconto A empresa complementa a diferença: R$ 220,00 − R$ 180,00 = R$ 40,00.

Perguntas frequentes

Qual o desconto máximo do vale-transporte?

A Lei 7.418/1985 permite descontar no máximo 6% do salário base do trabalhador para custear o vale-transporte. Esse é um teto, não um valor fixo.

E se o custo real do transporte for menor que 6% do salário?

Nesse caso, o desconto é apenas o valor real gasto com as passagens, não os 6% cheios. A empresa nunca pode descontar mais do que o menor valor entre o custo real do transporte e o teto de 6% do salário.

Quem paga a diferença quando o custo do transporte é maior que 6% do salário?

O empregador é obrigado por lei a complementar o valor que ultrapassa os 6% descontados do trabalhador, cobrindo o custo total do deslocamento entre a residência e o trabalho.

O trabalhador pode recusar o vale-transporte?

Sim, o vale-transporte não é obrigatório de receber. O trabalhador pode recusar por escrito, mas nesse caso abre mão do benefício e do desconto correspondente deixa de existir.

O vale-transporte tem desconto de INSS, FGTS ou Imposto de Renda?

Não. Por lei, o vale-transporte tem natureza indenizatória, não se incorpora à remuneração e não entra na base de cálculo do INSS, do FGTS nem do Imposto de Renda, mesmo quando pago em dinheiro, desde que respeitadas as formalidades legais.

Como funciona o vale-transporte pra quem trabalha em escala 12x36?

O direito ao benefício é o mesmo de qualquer trabalhador CLT, mas a base de dias usada no cálculo passa a ser os dias efetivos da escala, geralmente 15 ou 16 por mês, em vez dos cerca de 22 dias úteis de uma jornada tradicional de segunda a sexta.

Quem trabalha 100% em home office tem direito a vale-transporte?

Em regra, não. Como não existe deslocamento diário entre a residência e um local de trabalho fixo, não há custo de transporte a cobrir, e por isso geralmente não há obrigatoriedade do benefício nem desconto correspondente.